quarta-feira, 28 de maio de 2008

workshop >>> sabe sticker?


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sticker > publicidade .............sticker > pichação e grafite

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domingo, 25 de maio de 2008

MÓDULO I [material incluso]:

1. INTERVENÇÕES URBANAS - APRESENTAÇÃO

2. O SURGIMENTO DO STICKER* URBANO NO MUNDO E NO BRASIL

3. OS DIVERSOS TIPOS DE STICKER*

-INTERVALO-


4. A CENA ATUAL NO MUNDO


5. A CENA ATUAL EM SÃO PAULO (com destaque p/ a rua Augusta)


6. O FUTURO DOS STICKERS* URBANOS

-INTERVALO-

7. COMO PRODUZIR STICKERS* [PRÁTICA]

-INTERVALO-

8. COMO COLAR STICKERS* [PRÁTICA]

-INTERVALO-

9. ANÁLISE DO CONTEÚDO DO WORKSHOP com a participação de 1 artista representativo na cena urbana paulistana.



MÓDULO I:

1. INTRODUÇÃO - intervenções urbanas:






2. O SURGIMENTO DOS STICKERS URBANOS NO MUNDO E NO BRASIL


(...) stickers, da forma com que são praticados hoje, surgiram no inicio dos anos 90 numa situação bastante específica: um norte-americano chamado Shephard Fairey colou diversos pôsteres nas ruas de Nova York, em lugares específicos. Neles, a inscrição: OBEY GIANT(obedeça o gigante) e a imagem de um conhecido lutador da época. Não tardou pra que a cidade -e principalmente o jornal New York Times- (se) perguntasse: Publicidade? Arte? Portesto? Oqueéissoooo? (...)


No Brasil, pode-se dizer que surgiu -de forma mais erudita- a partir do artista multimídia Tadeu Jungle(SP) e suas “poesias adesivas”.
Da forma com que os conhecemos hj, os stickers surgiram nas ruas brasileiras a partir da difusão da imagem de um simpático cachorro amarelo(Yellow Dog), que naquele momento ainda era atribuído a um autor (mineiro) desconhecido.
(...)



3. OS DIVERSOS TIPOS DE STICKERS:

Nós, do grupoArac, convencionamos chamar todas as formas de colagens encontradas nas ruas de stickers.
Isso pretende unicamente facilitar a identificação dessas intervenções, que se fossem levadas ao pé da letra teriam uma denominação pra cada técnica empregada:
Adesivo, cartaz “lambe-lambe”, stêncil sobre papel, papel colado, cubo sobre poste, etc, etc e etc...
(...)

“Enquanto a arqueologia urbana destaca o que é típico nas cidades, os stickers mais interessantes ainda conseguem levar algo atípico à paisagem urbana”.




4. A CENA (ATUALÍSSIMA)

com destaque para a rua Augusta

[...]já a rua Augusta, em São Paulo, é hoje uma das principais vias onde são colados stickers no Brasil.
Lá, existem desde galerias onde são expostos stickers, composições complexas coladas nas ruas, stickers “padronizados”, “tôscos” ou de dimensões mínimas colados na maioria dos postes e até mesmo os próprios coladores podem ser encontrados circulando pela via. (...)

Neste tópico, as atualizações -desde o acervo de stickers do grupoArac até as imagens fotográficas- serão feitas na manhã que antecede o workshop.

(...)na rua Augusta é improvável alguém bater num poste por não tê-lo visto. Postes estão no topo da hierarquia dos objetos urbanos que servem de suporte aos stickers(...)




5. A "CENA STICKER" NO MUND0







6. COMO PRODUZIR STICKERS

[...]observar a arquitetura urbana como suporte para obras visuais pode nos reservar surpresas. Se recorrermos à história, por exemplo, e observarmos as altas colunas gregas de mesmo diâmetro em sua base e em seu topo poderemos pensar que medir-se a base de uma dessas colunas seria o suficiente para produzir-se algo que se ajustasse perfeitamente ao seu ponto mais alto. Não daria certo. Justamente essas colunas parecem ter o mesmo diâmetro porque são mais largas na parte de cima, onde a perspectiva diminui os objetos quando observados de baixo pra cima. Ou seja: Ao criar-se um desenho ou foto pra ser exposto(a) num lugar muito alto, muitas vezes tem-se de alterar a imagem que se pretende, justamente pra que ela se aproxime do que foi planejado, quando observada de baixo prá cima[...]





7. COMO COLAR STICKERS

(...) a cola mais utilizada em trabalhos de grandes dimensões leva 1 parte de farinha de trigo para 4 partes de água, 1 clara de ovo e 1 colher pequena de soda cáustica(opcional)(...)

[...] vários stickers da rua Augusta são cortados/riscados com estilete depois de colados. Rixa entre os artistas urbanos? Não. Essa é uma técnica utilizada pelos próprios coladores pra dificultar que seus trabalhos sejam descolados, já que depois dessa ação devem ser descolados diversos pedaços para retirar-se completamente o sticker[...]


(...)Baudrillard escreveu sobre “o sistema dos objetos” em seu livro de mesmo nome. Baseados nessa idéia inicial desenvolvemos o que chamamos de “hierarquia de objetos urbanos”, onde elementos que compõem a paisagem das cidades adquirem maior ou menor importância -ou sobrevivência- em relação ao seu uso como suporte para intervenções artísticas(...)



8. O FUTURO DOS STICKERS URBANOS

[...] e São Paulo já nos dá sinais de como deverá ser o futuro dos stickers nesta metrópole.
Por um lado, SP já é uma das mais representativas cenas de stickers –e de arte urbana em geral- do mundo, consumadamente.
Também existe em São Paulo um namoro firme entre os artistas urbanos(“liderados” pelos grafiteiros) e os produtores de eventos e publicitários.
Por outro lado, vigora(na prática) uma lei –“cidade limpa”- que [...]

[..] As ações em ambientes fechados (indoor), ampliam a arte de rua para arte urbana[...]



9.ARTISTA CONVIDADO > bate-papo com

..RODRIGO CHÃ

Neste tópico vamos discutir os resultados e as consequências das ações propostas e consumadas, abrangendo desde as expectativas realizadas, as que tiveram algum tipo de impedimento ou se tornaram algo não planejado, até ações que por ventura tenham de ser repetidas a partir desse bate papo.

RODRIGO CHÃ (integrante da dupla PROJETO CHÃ) produziu o ícone mais observado entre os stickers das ruas de São Paulo.
A imagem de um pombo(sempre pousado?), tão impregnado na metrópole quanto os stickers que compõem o projeto.
Além de grande visibilidade, seus trabalhos possuem rigor técnico e gráfico, que os coloca nas mais importantes publicações de arte urbana/stickers do mundo.
Com trajetória internacional, a participação de Chã encerra o workshop a partir de um bate-papo informal sobre a sua experiência como um dos mais importantes (considerado pelo grupoArac como o mais representativo) artistas da atual cena sticker.
Porém, nunca poderíamos afirmar que Rodrigo Chã é um artista convencional.
Saiba por que participando deste workshop!

projeto chã [ http://www.guerrilhaurbana.net/ ]


O LOCAL




ELI-GOLANDE:

No inicio dos anos 90 Eli-Golande estudou artes visuais na UFPel-RS, período em que fez suas primeiras intervenções urbanas.
Participou de diversos workshops em Nova York, nos ateliês de artistas como Sean Scully e Louise Bourgeois, e tbém de aulas com o critico de arte do The New York Times, Irvin Sandler.
Em NY realizou diversas intervenções urbanas no ano de 1996.
Desde 2002 lidera o grupoArac, que trabalha unicamente no meio urbano, realizando experiências de repercussão nacional e internacional.
Posteriormente, aprimorou seus estudos cursando matérias ligadas a 'multimeios' na FAAP.

Em 2003 realiza no Brasil -"abrasileiradas"- as primeiras Flash Mob, intervenções urbanas niilistas "sem propósito definido".
Nos anos seguintes, desenvolve no nº 1397 da rua Augusta a "Galeria dos Ùltimos Dias do Cubo Branco", proposta envolvendo os stickers que começavam a ser colados na região.
Entre 2005 e 2007 o grupoArac transfere-se para a esquina da av Paulista com a rua da Consolação, buscando para a sua experiência um nicho radicalmente urbano onde transitam 1.200.000 pessoas por dia. De lá, entre outras atividades, observam os primeiros passos da lei "cidade limpa".
Em 2008 o grupoArac retorna à rua Augusta, local de maior concentração de stickers na cidade.
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